Mostrando postagens com marcador Filosofia Barata. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia Barata. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de agosto de 2008

Cenouras e Chicotes

Existem basicamente dois meios de fazer com que um cavalo puxe sua carroça: o chicoteando por trás para que ele vá para frente fugindo da dor ou pendurando em sua frente uma suculenta cenoura para que ele vá para frente em busca do prazer antecipado da saciez. Temos, pois, dois pólos opostos governando o movimento de um cavalo de carroça: Repulsão e Atração, Dor e Prazer.

Para se aumentar a intensidade de tais forças irresiitíveis podemos adotar duas abordagens principais. Aumentar a dor que o chicote causa ou intensificar a fome do animal aumentando assim, indiretamente, o prazer que ele sentirá ao degustar o desejado vegetal.

Entre os homens, tal processo de gratificação e punição, muito embora seja dotado de uma maior complexidade, segue basicamente o mesmo padrão. Para se conseguir com que um homem faça algo você pode, novamente, adotar duas posturas: prometendo-lhe uma agradável recompensa ao final da tarefa (uma barra de chocolate, uma noite de sexo selvagem, um salário mínimo, uma vida feliz num eterno paraíso celestial, etc...) ou o amedrontando com terríveis ameaças (um mês de castigo, castidade involuntária, desemprego, uma eternidade de danações no fogo eterno, etc...). Novamente dois pólos: Prazer e Dor.

Todo condutor de carroça sabe que um chicote é mais eficiente do que uma vareta com uma cenoura amarrada na ponta para motivar a propulsão de seu veículo. Um cavalo não ligará para uma cenoura se ele estiver saciado, porém sempre fugirá de um doloroso açoite.

Infelizmente, homens e cavalos ainda possuem muito em comum quanto ao quesito motivação...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A árvore e a floresta

Eu entendo o mundo, mas não espero que o mundo me entenda...

sábado, 5 de julho de 2008

Moto Contínuo

Quando uma alma sensível o suficiente consegue representar uma pequena parcela de suas impressões subjetivas de uma maneira qualquer, surge uma obra artística. O prazer do artista surge ao se fechar o circuito emocional entre ele e a natureza, o infinito, aquilo que despertou tais emoções em sua alma. Como um capacitor elétrico, ele se carrega na inesgotável fonte de alimentação externa que é o Cosmos. Feita a carga, ele poderá alimentar infinitos circuitos emocionais posteriores. Basta alguém construir seu próprio circuito, juntando diodos, resistores, quem sabe até indutores fabricados pela sua própria experiência pessoal e fechar o interruptor para deixar fluir infinitos gigaamperes e realizar o trabalho que quiser em sua alma.

99 red balloons go by...



Extra ! Extra !

Padre tenta quebrar recorde mundial e dar a volta ao mundo em 79 dias (se você já ouviu falar de Júlio Verne você entendeu a piada) e acaba morrendo. Ironicamente, ao ascender e morrer ele se torna uma espécie de messias ao contrário, que costumam morrer antes de ascender. Mas, ao contrário do velho J.C. , ele esculpiu sua própria cruz. Será que a fama que ele alcançou chegará perto da fama do maior homícidio não-resolvido da história ?

Enquanto isso, brincando com as palavras me deparo com uma ironia semântica interessante ao me lembrar de Giordano Bruno que foi aceso antes de morrer. Ah, com todos os crimes não resolvidos e encobertos da história daria para escrever umas dezenas de códigos DaVinci. Fica aí a dica para as gerações futuras... Ainda não estou com vontade de esculpir minha cruz.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Memento Mori





Não existe nada mais solitário do que estar vivo, existe ?


Estar morto, talvez ?

Não... Não creio nisso. Ao morrermos, estamos compartilhando com um bilhão de pessoas a mesma experiência: o doce beijo da morte. Ouso dizer que é a primeira vez e, ironicamente, a última em que temos uma experiência legitimamente conjunta. A derradeira fuga do ostracismo onde estávamos reclusos desde o primeiro lampejo de consciência do nosso ser. Quando deixamos o conforto, segurança e solitude da ostra de nossa individualidade para nos confrontarmos com a inevitabilidade de nosso destino final: o nada infinito.


Quer dizer que você vê a morte como uma experiência única para todos os seres, e não como um fenômeno individual e subjetivo ?

É a isso que sou levado a crer quando penso em como será a sensação de termos nosso sistema nervoso central subitamente desligado. Deixamos de lado toda a solidão das experiências puramente individuais e egocêntricas para nos fundirmos, qual gota no oceano, à eternidade da não-existência.

Sabe cara... esse papo ta me lembrando daquele lance dos cabelos das crentes.

Que lance dos cabelos das crentes ?

Ah... você sabe... o fato delas não cortarem seus cabelos para poderem, no dia do juízo final, serem agarradas mais facilmente pelos anjos e levadas para o céu, não importando quantos pecados cometeram em vida ou quantas ações trabalhistas desleais moveram para com os seus empregadores.

...

Porra meu... eu to aqui dando uma idéia séria sobre a experiência humana mais universal e misteriosa da humanidade e você vem me falar de cabelo de crente ?

Po, foi mal ai. Sabe como é... uma coisa leva a outra...

...

...

Mas, e os homens ? Eu nunca vi um homem crente de cabelo comprido. Como isso se encaixa ?

Sei lá... vai ver eles preferem ir pro inferno do que passarem a eternidade no nada infinito ao lado de um bando de malucas cabeludas.

Sim... eu preferiria...




sexta-feira, 21 de março de 2008

A Fênix Agonizante

Agora estava fora de suas mãos. O pontapé inicial havia sido dado, agora era com as leis da física. Toda sua trajetória futura até alcançar seu tão sonhado objetivo já havia sido terminada restando a ele apenas sentar e esperar as consequência da cadeia de eventos desencadeada. Seria uma mudança brusca em sua vida, um renovação, um renascimento a partir das cinzas provenientes da combustão espontânea do cadáver de uma Fênix (scientific link: Recent mitocondrial DNA Phoenix Renaissencis research had accomplished major leads in the war against the world energetic crisis).

Ah... a serenidade da espera pela morte e a certeza, comprovada empiricamente, da vida pós-morte, renovada, evoluída. Conjunto intersecção dos conjuntos das emoções daqueles que esperam o clímax de um elaborado plano e os múltiplos orgasmos que precedem o êxtase da conquista e a terminal ave mitológica que agoniza, em acelerada nutação, em direção a mais uma completa revolução ao redor do ciclo da vida.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Lágrimas de Homo Sapiens

Que isso Ali ? Tá chorando ? Ta mascando chiclete ?! Hahahaha...

Que nada Croc. Entrou uma maldita mosca aqui no meu olho. Ta ardendo pacas.

Sei... Achei que eram lágrimas de homo sapiens.

Homo Sapiens ?

Sim. Aqueles macacos albinos que se vestem com algodão e pele de outros animais.

Eu sei o que é um Homo Sapiens. Só não entendi o lance das lágrimas.

Bom, é o seguinte. Sabe porque nós, crocodilos, lacrimejamos quando comemos né ?

Tem alguma coisa a ver com uma glândula que a gente aperta quando damos uma mordida, não ?

Exatamente. Quando damos uma mordida num animal qualquer, realizamos uma pressão numa glândula que derruba uma substância nos nossos olhos que o irrita, causando a lacrimejação, ou seja, água é liberada com o intuito de limpá-lo, da mesma forma que a mosca que entrou no seu olho faz com que ele tente se limpar também.

E o que isso tem a ver com os macacos ?

Acontece que os Homo Sapiens possuem um controle interessante sobre tal glândula. Eles a ativam quando se encontram em determinados estados emocionais. Funciona como uma forma de demonstrar emoções entre eles.

Sério ?! Que tipo de emoção ?

Ah... muitos tipos... Tristeza, alegria, gratidão... até mesmo admiração perante algo que eles achem bonito, sei lá...

Tá brincando né ? E como eles diferenciam que emoção as lágrimas estão expressando ? Quero dizer, existe um único tipo de glândula e, pelo o que você diz, eles demonstram emoções extremamente diferentes ativando o mesmo órgão.

E como você acha que eu vou saber isso ? Eu não sou um maldito Homo Sapiens !

Sei não hein ? Do jeito que o seu sangue tá quente você ta parecendo um.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O Papel do Espírito Criador

A felicidade, os momentos felizes, os prazeres que motivam as ações dos seres vivos, em particular do homem, são, em sua essência, algo passageiro, fugaz e subjetivo. Recompensas biológicas frutos de uma complexa conexão entre o ambiente e o indivíduo. O que para um indivíduo se torna algo essencial, algo que ele deve concentrar todas as suas forças em obter, traz pra ele um prazer intenso ao ser obtido. Ao mesmo tempo, para um segundo indivíduo tal conquista pode ser algo a ser encarado de maneira completamente indiferente. Suas motivações são outras. Tal sistema complexo de aspirações e recompensas torna possível a incrível diversidade e complexidade que encontramos nas atividades humanas.

Talvez por motivos evolutivos, o ser humano nunca encontra a satisfação plena de seus desejos. O circuito de recompensa que se forma em seu cérebro se deteriora com o tempo, fazendo com que a mesma atividade proporcione um prazer menor no dia seguinte. Tal fenômeno faz com que o ser humano tenha uma propensão natural à auto-superação, uma vez que, numa posição mais elevada, ele terá acesso a prazeres "maiores".

Podemos ter uma idéia melhor sobre tal processo analisando o estereótipo do "capitalista selvagem". Em seu subconsciente, ou mesmo no consciente, o capitalista sabe que um acúmulo maior de capital o trará, a princípio, prazeres mais intensos. A constante busca por capital é consequência do seu padrão de conforto e prazeres sempre crescentes. Como uma célula cancerígena se multiplicando indefinidamente e exigindo uma irrigação sanguínea cada vez maior, o capitalista não mede esforços para arrancar e dominar o capital alheio, aumentando a sua fonte de prazeres e, consequentemente, diminuindo a de outrem.

Por outro lado, existe uma alternativa ao imperativo pirata "Matar e pilhar". O indivíduo "criador" obtém sua recompensa de fontes internas ao invés de externas. No ato de criar ele, além da satisfação da criação em si obtém, como bônus, o prazer de estar contribuindo com algo para o resto do mundo. Enquanto o "capitalista selvagem" seca a fonte exterior, o "criador" a alimenta com suas atividades. Sob esse ponto de vista fica clara a importância do espírito criativo para a manutenção da sociedade. Uma sociedade que possuísse apenas espíritos cancerígenos ruiria rapidamente sob a tensão causada pelo acúmulo crescente de capitais.

Algumas perguntas merecem nossa atenção neste ponto. Como surge o espírito criativo ? Como estimular o processo criativo ? É possível transformar um espírito cancerígeno num espírito criador ?

Não responderei tais perguntas. Me limitarei a convidar o leitor a refletir sobre a natureza do fenômeno da criação. Ela não possui como alvo único a música, pintura, escultura, literatura, enfim, a arte em geral. O espírito criativo está presente também no surgimento de uma boa amizade, na educação consciente e preocupada de um filho, na manutenção de uma conversa produtiva, nas ações de um cidadão consciente e preocupado, enfim, em todas as atividades humanas que sejam uma fonte, tanto interna quanto externa, de prazer e satisfação. A cura para o câncer da humanidade depende fortemente da disseminação de tais atitudes criadoras pelo globo, tanto nas regiões possuidoras de tumores quanto naquelas possuidoras de sequíssimas fontes, que se alastram num ritmo mais avassalador que as cancerígenas.





I can´t get no satisfaction

(m. jagger/k. richards)

I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'cause i try and i try and i try and i try
I can't get no, i can't get no

When i'm drivin' in my car
And that man comes on the radio
He's tellin' me more and more
About some useless information
Supposed to fire my imagination
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what i say

I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'cause i try and i try and i try and i try
I can't get no, i can't get no

When i'm watchin' my tv
And that man comes on to tell me
How white my shirts can be
But he can't be a man 'cause he doesn't smoke
The same cigarrettes as me
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what i say

I can't get no satisfaction
I can't get no girl reaction
'cause i try and i try and i try and i try
I can't get no, i can't get no

When i'm ridin' round the world
And i'm doin' this and i'm signing that
And i'm tryin' to make some girl
Who tells me baby better come back later next week
'cause you see i'm on losing streak
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what i say

I can't get no, i can't get no
I can't get no satisfaction
No satisfaction, no satisfaction, no satisfaction

domingo, 23 de dezembro de 2007

Sintese X Analise

Cara, você tem um amplificador de audio dotado de um leitor de fita magnetica ?

O quê ?

Um aparelho de som com fita k7 ?

Cara, por que você complica as coisas ?

Eu gosto de ser sempre atual.

Como assim ?

Gosto de ser sempre atual. Cada vez mais a expressão "fita k7" vai deixar de fazer parte do consciente coletivo e passar a habitar apenas o museu do insconsciente coletivo. Não gosto de usar um linguajar fadado a extinção, como as reguas de calculo.

Como o quê ?

Exatamente !

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Para o Infinito e Além

"Only two things are infinite, the universe and human stupidity, and I'm not sure about the former." - Albert Einstein

*"Apenas duas coisas são infiniitas, o universo e a estupidez humana, e eu não tenho tanta certeza quanto à primeira."

Frase engraçada essa né Super ?

Sim. Engraçada e trágica.

Eu não acho trágica.

Ah não ?

Não.

...

O quê ?

Sob qual perspectiva a idéia expressa pelo termo "ignorância infinita" não é trágica ?

Sob a perspectiva de um animal capaz de alcançar um grau de complexidade cognitiva tão elevado a ponto de criar um conjunto de associações mentais que ultrapassam a barreira da pura mensurabilidade científica, mensurabilidade esta que depende do próprio conjunto em estudo.

... ! Onde você aprendeu a falar assim ?

Com você.

E agora você acabou de aprender mais um conceito novo: A pergunta retórica.

Ha, ha, ha...Vejo que você realizou progressos humorísticos significativos nos últimos meses.

E o seu sarcasmo continua imbatível.

...


Do que falávamos mesmo ?

Da frase do Einstein.

Ah sim... como era mesmo ?

Algo sobre "tudo ser relativo".

E=mc² ?

Algo assim...


"O seu endereço de e - mail sair vencedor no curso so bre MICROSOFT prêmio 2007"

A contribuição da internet para o problema de desmatamento do planeta: Mala-Direta virtual.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Divagações de um jogador de poker.

Nada pode tirar de um homem a sua própria personalidade, as suas habilidades ou sua capacidade de se superar. É como a mão de poker que voce recebe no inicio da partida. Ela pode te influenciar positiva ou negativamente em sua vitória ou derrota. No entanto, todo bom jogador sabe que a mão que voce recebe é apenas um dos fatores que constroem uma partida bem jogada.

Um bom jogador sabe quando arriscar, quando blefar, quando atacar com todas suas forças e quando se retirar. Além disso, a capacidade de observar e lidar com o mundo ao seu redor, de maneira a trazer maiores beneficios do que perdas, é uma tática de jogo deveras bem-sucedida ao longo dos cassinos da efêmera condição humana.

A diferença entre um jogo de poker e a vida é meramente uma questão de número de fatores a serem levados em consideração no processo de avaliação, julgamento de probabilidades e tomadas de decisão. Poker está para a vida como um lance de dados está para o Poker.

Deus não joga dados com o Universo. Nós sim !